CRECI: o que é e qual sua importância

Você já ouviu falar no Creci? Esse órgão é fundamental para todo e qualquer corretor que queira exercer a profissão.

O corretor de imóveis é um profissional especializado no mercado imobiliário. Ele é quem faz a ponte em negociações de venda, compra, locação e permuta de imóveis. Diante de uma função tão importante é claro que a profissão exige uma boa especialização. Essa é uma parte importante para que ele obtenha o seu registro profissional de corretor. Para isso, é importante conhecer o Creci (Conselho Regional de Corretores de Imóveis).

O Creci é o documento que regulamenta a profissão do corretor. Obtê-lo garante a legalidade do seu exercício. Vale lembrar que essa certificação é obrigatória e somente com ela é possível registrar imóveis em negociações.

Assim, confira neste artigo tudo sobre o Creci, sua importância e como obtê-lo!

O que é o Creci

O Creci, ou Conselho Regional de Corretores de Imóveis, trata dos conselhos regionais que regulamentam a profissão do corretor. Ele está vinculado ao Conselho Federal dos Corretores de Imóveis (Cofeci). Basicamente, cada estado do Brasil possui uma sede do Creci.

Esse órgão possui diversas funções, prestando apoio jurídico e promovendo eventos para os profissionais afiliados. Além disso, é ele quem fiscaliza e controla a ação dos corretores em cada estado. Com isso, o órgão também tem a responsabilidade de punir aqueles que trabalham sem as devidas credenciais.

Para que serve o Creci

Entendendo onde atua o Creci e o que é o órgão, muitos podem se perguntar qual a sua importância. Ter o registro no Creci é fundamental para que os corretores possam exercer suas atividades. É o Creci que garante que os profissionais realmente são portadores do diploma de técnico em transações imobiliárias.

Além disso, a regulamentação de qualquer profissão garante que parâmetros e condições para se trabalhar como corretor. É por isso que profissionais não registrados acabam sendo punidos. A instituição é reconhecida por lei, e aqueles que não se sujeitam a ela correm o risco de se tornar pseudocorretores, sujeitos a penalidades por crime de contravenção penal.

Processo para tirar o Creci

O principal ponto para tirar o Creci é ter um diploma de corretor de imóveis. Isso porque, a profissão é regulamentada por lei. Além do diploma, é preciso que o profissional tenha cumprido as horas exigidas de estágio obrigatório – seja para os cursos técnicos ou superiores. Esses cursos podem ter duração de 1 ano para escolas técnicas e 4 anos para uma formação universitária.

O objetivo dessa formação é justamente preparar o profissional para atuar diante de todas as complexidades do mercado imobiliário. Normalmente esses cursos possuem uma grade curricular que abrange desde a legislação imobiliária até contabilidade e conceitos básicos de arquitetura. O recomendado também é que o aluno entenda de conceitos básicos do marketing, vendas de imóveis e conhecimento técnico para lidar com documentos e fichas.

Tendo cumprido esses requisitos é possível dar entrada no pedido de inscrição no Creci. Para isso, é preciso pagar uma taxa de inscrição e uma anuidade para manter o registro. Contudo, como dissemos, o Creci é um órgão a nível estadual, e por isso esses valores podem variar de acordo com cada estado. Os documentos requisitados para se cadastrar no Creci são:

  • Carteira de alistamento militar (homens)
  • Certidão de Nascimento ou casamento
  • Comprovante de endereço com CEP
  • Cópia autenticada de comprovante de conclusão do Ensino Médio
  • Cópia do Registro Nacional de Estrangeiro (estrangeiros)
  • CPF

Ademais, dependendo da época em que a inscrição é feita esse valor também pode variar. Para tirar o registro no Creci em São Paulo, por exemplo, o valor varia entre R$633 reais, com uma anuidade de R$1300. Além disso, é preciso ressaltar que para o estágio obrigatório também é necessário um registro no órgão e o valor no estado de São Paulo custa R$297,00.

Segundo o Cofeci, o pagamento das anuidades do Creci é fundamental para:

“ manter o pleno funcionamento de sua estrutura, oferecendo aos seus inscritos cursos, treinamentos, descontos por meio de convênios a produtos e serviços, e desenvolve programas como o Capacitar, voltado à capacitação e qualificação da categoria. Cumpre também missões institucionais de registro e fiscalização, garantindo a reserva de mercado.”

Casos de inadimplência

Estar em dia com a anuidade do Creci é fundamental para manter o seu registro válido. Lembre-se sempre que para atuar como corretor é imprescindível estar cadastrado no Creci, estando sujeito a multas e penalidades caso isso não ocorra. Caso o profissional não realize o pagamento ele pode ser punido judicialmente, correndo o risco de perder seu registro.

As penalidades também variam de acordo com cada estado. No Espírito Santo, por exemplo, a inadimplência pode levar à inscrição no débito em Dívida Ativa, com ação de execução fiscal na justiça. Com isso, o profissional está sujeito à penhora de bens ou até mesmo bloqueio de movimentações patrimoniais. Enquanto isso, o Creci do estado de Minas Gerais ressalta que o pagamento da anuidade é uma condição essencial para exercer a profissão. Desse modo, todos os corretores inscritos no estado de Minas Gerais correm o risco de ter a inscrição cancelada em caso de inadimplência.

O que faz um corretor de imóveis

Como você pode perceber, o Creci é o órgão que regulamenta a ação dos corretores de imóveis. As punições para quem não possui o cadastro são rígidas e isso ocorre justamente porque a profissão exige muita responsabilidade e qualificação.  Após se formar e adquirir o registro no Creci, o profissional está habilitado para atuar em transações de compra, venda, aluguel e permuta de imóveis. Contudo, essas não são as únicas atribuições dele. Sua rotina inclui:

Avaliar imóveis disponíveis no mercado;

  • Vender ou locar imóveis novos ou usados, trabalhando em imobiliárias ou como profissional autônomo;
  • Fazer o controle de carteiras imobiliárias;
  • Captar imóveis com possibilidade de negociação, procurando os mais adequados de acordo com necessidades específicas;
  • Prestar serviço como avaliador de imóveis.
  • Trabalhar em construtoras;
  • Averiguar e providenciar documentações imobiliárias;
  • Começar sua própria imobiliária;
  • Trabalhar como um correspondente imobiliário da Caixa Econômica Federal, podendo oferecer financiamentos por meio de programas da instituição;
  • Administrar condomínios.

Outra opção para o corretor de imóveis é se tornar especialista em algum segmento, como:

  • Foco em imóveis rurais;
  • Locação de imóveis comerciais;
  • Lançamento de empreendimentos;
  • Construções para quem tem animais de estimação;
  • Locação de fazendas etc.

Além disso, é possível que o corretor se especialize no mercado internacional, por exemplo. Assim, seu papel passa a ser o de orientador. Ele é quem norteia seus clientes para investimentos imobiliários fora do Brasil ou assessora estrangeiros que queiram adquirir imóveis em solo nacional. Essa tramitação ocorre com o apoio do Conselho Federal de Corretores de Imóveis (Cofeci). Isso porque, o órgão mantém acordos com diversos países como Portal, Estados Unidos e México.

Porque contratar um corretor

Nos últimos anos a procura por imóveis se intensificou. Seja para comprar ou alugar, as pessoas têm buscado aproveitar as tendências do mercado imobiliário. Contudo, é muito importante garantir que essa transação seja feita de maneira cuidadosa e segura. É aí que o corretor imobiliário atua. Esse profissional fornece auxílio e amparo legal, evitando dores de cabeça para seus clientes.

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