Vale a pena comprar imóvel em 2020? Descubra.

Veja as especulações para o mercado imobiliário em 2020 e descubra se vale a pena comprar imóvel neste ano.

O início do ano traz consigo a tendência de pensar em novidades para nossa vida. Muitos encerram o ano anterior prometendo mudar de vida em diversos aspectos. Alguns prometem entrar na academia, outros prometem começar um novo emprego e alguns prometem comprar um novo carro ou uma nova casa. Mas, em 2020, será que vale a pena comprar imóvel?

Se você se encaixa na categoria dos que desejam comprar imóvel em 2020, estamos aqui para ajudar. A decisão de comprar um imóvel envolve uma série de questões e exige uma pesquisa prévia. É necessário, por exemplo, pesquisar acerca da especulação imobiliária e ainda pesar na balança o que vale mais a pena: comprar ou alugar.

Vamos começar analisando o ano de 2019, para depois analisar o mercado imobiliário de 2020.

Leia Mais: Saiba quais são os cuidados que você deve ter ao se mudar para um imóvel alugado.

Setor imobiliário em 2019

Após um longo período de crise econômica que, entre outros aspectos, afetou o setor imobiliário, este passou a demonstrar alguns indícios de uma possível melhora. A crise acabou afetando não só o Brasil, mas também outras economias ao redor do mundo.

Porém, de acordo com alguns especialistas, o contexto atual fornece esperança. Segundo os Indicadores Imobiliários Nacionais, realizados pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), as vendas do segundo trimestre de 2019 aumentaram em 16% em relação ao mesmo período em 2018. Já em relação ao semestre, ocorreu um aumento de 12,1%. Além disso, a queda dos juros, como a taxa Selic que chegou a atingir 5% em novembro de 2019, também influenciou investidores a se interessarem pelo mercado imobiliário em 2020.

Sendo assim, o setor imobiliário em 2019 foi se reaquecendo graças a um conjunto de fatores socioeconômicos. Entre eles, destacamos dois:

Captações imobiliárias

Mesmo que não existam dados concretos em relação a uma melhoria na economia brasileira, existe uma estimativa de que o Produto Interno Bruto (PIB) aumente. Como consequência, há certo otimismo entre compradores e investidores, o que influencia diretamente nas captações imobiliárias.

Desde julho de 2019, seis incorporadoras e construtoras captaram quase R$ 3,8 bilhões em novas ofertas de ações, com vista em investir em novos projetos residenciais e comerciais.

Além disso, como dito acima, a queda da taxa Selic fez com que aumentasse ainda mais o interesse no setor.

Crescimento de lançamentos de imóveis em todo o país

Outro aspecto que tem influência nesse crescente otimismo é o aumento no número de lançamentos de imóveis em todo o Brasil. O crescimento representou 11,8% no segundo trimestre de 2019 em comparação à mesma época no ano anterior. A crescente ajudou a aumentar as vendas de imóveis, que, segundo a CBIC, subiram para a quantia de 16%.

Até novembro de 2019, empresas do setor imobiliário puseram cerca de R$ 4,4 bilhões em caixa através da capitalização que ocorreu via oferta de ações na Bolsa de Valores. 

Especulação imobiliária para 2020

Com base nos dados de 2019, que representaram um crescente otimismo, especialistas começaram suas especulações e projeções para o ano de 2020. De acordo com eles, o cenário de 2019 foi o melhor em relação aos últimos quatro anos. O percentual de fechamento de vendas também aumentou, chegando a 15%. Isso mostra como as pessoas estão mais dispostas a finalizar uma negociação.

Graças a esses aspectos, o mercado imobiliário em 2020 tem se mostrado um ambiente seguro quando pensamos em termos fiscais.

Principais tendências para o mercado imobiliário em 2020:

  • deve ocorrer uma valorização de imóveis;
  • haverá maior variedade nas ofertas de crédito;
  • investimento em tipos de financiamento imobiliário deve aumentar;
  • há mais otimismo entre investidores e consumidores;
  • vendas on-line podem aumentar;
  • haverá maior preocupação com sustentabilidade e uso racional de recursos; 
  • possível uso de inovações tecnológicas.  

Entretanto, especialistas atentam para ir com cuidado. Existe um aquecimento, mas o Brasil ainda está a caminho de uma real retomada e estabilização da economia. Para saber se vale a pena investir em bens imóveis, é necessário levar em conta as necessidades e objetivos de cada pessoa. 

Vale a pena comprar imóvel?

O atual momento do mercado de imóveis pode ser entendido como favorável para comprar a tão sonhada casa própria. Afinal, existem boas ofertas, os proprietários estão mais dispostos a negociar valores, os juros de financiamento estão mais baixos e há preços estáveis. Entretanto, isso não indica, necessariamente, que você deve comprar imóvel em 2020. Para saber se realmente vale a pena comprar imóvel, é preciso entender que tudo depende. Depende de suas necessidades, depende de quais são seus objetivos e depende de sua realidade e projeção econômica e social para os anos seguintes.

Apesar da melhoria no cenário econômico atual, não podemos esquecer da alta taxa de desemprego, um fantasma que ainda persegue a economia brasileira. Diante disso, é preciso avaliar se você conseguirá arcar com um compromisso financeiro de aproximadamente 30 anos.

Para quem está em uma situação econômica estável e consegue se programar a longo prazo, é um bom momento. Entretanto, a decisão de comprar um imóvel não deve ser feita apenas com base em uma oportunidade e aparente melhoria. Devemos lembrar que a economia brasileira continua mal. Os salários não estão altos e a taxa de desemprego é grande.

Por isso, faça uma pesquisa prévia e leve em conta os seguintes fatores e veja qual é a melhor opção: comprar ou alugar.

Compromisso de 30 anos: Geralmente, comprar imóvel implica comprometer cerca de 20% a 30% de sua renda familiar por um período extenso, entre 25 e 30 anos. Não à toa, é necessário analisar sua situação atual e ter certeza de que há garantias para os anos seguintes.

Preços ainda estão estáveis: Para quem quer comprar imóvel em 2020, há uma vantagem: os preços continuam estáveis há dois anos mesmo diante de maior procura. 

Bens imóveis usados: os proprietários de imóveis usados estão mais dispostos a oferecer descontos.

Proprietários mais realistas: Os donos de imóveis estão mais predispostos a negociar valores e dar descontos. Muitos já perceberam que devem levar em conta o montante pago por um imóvel parado [Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) e, em certos casos, condomínio a cada mês]. Dessa forma, os vendedores estão ofertando seus bens imóveis por valores que condizem mais com a realidade.

Juros de financiamento menores: Com a queda da taxa Selic, os juros de crédito imobiliário estão mais baixos, o que representa grande vantagem para quem deseja financiar a casa própria. Dessa forma, o atual cenário é favorável tanto para quem juntou dinheiro para comprar imóvel à vista, quanto para quem deseja financiar. Em geral, os bancos costumam financiar até 80% do valor do imóvel.

Recomendações

  • A prestação do financiamento não pode comprometer mais de 30% da renda de sua família;
  • Não esqueça que o prazo do financiamento gira em torno de 25 a 35 anos, dependendo do banco e do tipo de financiamento que for combinado;
  • Mesmo que as taxas de crédito imobiliário estejam menores, a recomendação de especialistas é de, sempre que houver a possibilidade, pagar à vista mais da metade do valor de compra do imóvel e financiar a outra parte.

Comprar ou alugar?

À vista

São casos mais raros, pois muitos não conseguem juntar dinheiro suficiente para comprar um imóvel à vista. Antes de compararmos se é melhor comprar ou alugar, é necessário entender o que é custo de oportunidade. O termo usado em Economia indica o custo causado pela renúncia do ente econômico e dos benefícios que poderiam haver a partir da oportunidade renunciada. Para facilitar, podemos resumir o custo de oportunidade como o valor associado à melhor alternativa que não escolhida. 

Exemplo: Você deseja comprar um imóvel que custa R$300 mil e tem esse dinheiro em mãos. Se você decidir usar esse dinheiro para comprar o imóvel à vista, o custo de oportunidade será a rentabilidade desse montante que você poderia ter em uma aplicação financeira de baixo risco. Em outras palavras, se você decide usar todo seu dinheiro que havia juntado para comprar um imóvel à vista, você deixa de receber a rentabilidade que poderia ser adquirida com um investimento. Diante disso, você deve se perguntar: Teria como alugar um imóvel usando apenas o dinheiro da rentabilidade mensal de uma aplicação de R$300 mil? A resposta é, provavelmente, sim. Nesse caso, você poderia, inclusive, alugar um imóvel avaliado em mais de R$300 mil. Portanto, se analisarmos apenas do lado financeiro, valeria mais a pena alugar do que comprar. Entretanto, é necessário levar em conta seus desejos e objetivos.

Financiando

Essa, em geral, é a dúvida de muitas pessoas, pois a maioria não pode comprar um imóvel à vista. 

Nesse caso, grande parte das pessoas pensam que pagar aluguel é jogar dinheiro fora, pois poderiam estar usando o dinheiro do aluguel para financiar um imóvel. Isso, em parte, é real, afinal de contas, trata-se de um valor mensal que não volta para você. Ao financiar um imóvel, mesmo pagando juros, você investe em algo seu. Entretanto, não é apenas isso. Precisamos entender como funcionam os juros do financiamento.

Conhecido como financiamento com parcelas decrescentes, o sistema de amortização constante é um sistema no qual você amortiza todo mês exatamente o mesmo valor do saldo devedor. Essa redução representa juros e parcelas cada vez menores ao passar dos meses. Como a cada mês é amortizado exatamente o mesmo valor do saldo devedor, isso significa que a última parcela corresponde exatamente ao valor amortizado todos os meses. Em outras palavras, o valor da última parcela é o real valor abatido do saldo devedor e todo o restante corresponde a juros. Se sua parcela começa em R$3 mil, por exemplo, a última seria de R$800, o que significa uma perda (juros) de R$2.200. 

Vemos, então, o quanto de dinheiro vai embora em um financiamento por conta dos juros. 

Em contrapartida, (ainda no exemplo da parcela de R$3 mil) se você alugasse um imóvel por um valor de R$1.800, poderia utilizar os outros R$1.200 para investir. Mesmo que as parcelas de um investimento reduzam a cada mês, ainda vale mais a pena alugar e usar o restante do dinheiro para investir, pois o investimento cresce mais que a redução mensal. E, após um tempo de investimento, você poderá comprar seu imóvel à vista. Mesmo que demore longos anos, é importante lembrar que um imóvel financiado não é seu, ele pertence ao banco e você é um inquilino

Leia Mais: Descubra mais sobre as questões que envolvem aluguel e financiamento.

Conclusão

Olhando do ponto de vista apenas financeiro, em geral, provavelmente valerá mais a pena alugar do que comprar. No entanto, mais uma vez, reforçamos a máxima: se vale a pena comprar imóvel, se deve-se comprar ou alugar, quem vai dizer é você. 

Com as informações acima, você já deu um longo passo em busca de descobrir o que é melhor para você e para sua situação atual e a longo prazo. 

Se você está decidido a comprar seu imóvel, não deixe de acessar nosso guia do comprador para ficar por dentro de todas as dicas e exigências do processo de compra.

Aproveite também para conferir as melhores opções de imóveis para compra ou aluguel em nosso portal, de acordo com seu perfil.

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